quinta-feira, 24 de abril de 2014

Ah que saudades...



E todo ano nessa época, exatamente por estes dias eu fico lembrando, pensando, sentindo falta. São pessoas que passaram pela minha vida e que eu nunca mais vi, umas porque se foram pra sempre outras porque o tempo afastou de mim. Ou eu me afastei com o tempo talvez, não sei ao certo, só sei que desapareceram da minha vida.
Eu sinto tanta saudade daquele monte de amigos reunidos dando risada de coisas tolas, daquela garota que eu considerava minha melhor amiga e me deu uma punhalada pelas costas. Daquela menina que eu tinha raiva dela na escola. Morro de saudade de quando meu problema era não querer ir á escola pra não ter que ver alguém que eu não gostava ou porque tinha me esquecido de fazer a tarefa de casa.
Era tão bom, é tão bom lembrar...
Minha vida foi e é um eterno parque infantil. Tem roda gigante, tem montanha russa, tem ‘bate-bate’, tem até um pula-pula, mas na maioria das vezes eu prefiro me manter num simples balanço. Aceitando o sopro do vento da vida e deixando ela me guiar pra onde quer que seja. Sabe, não que isso seja a melhor coisa do mundo, as vezes eu tenho vontade de descer e dizer ‘vida me deixe aqui e pode seguir sozinha’, mas dai eu desisto e começo tudo de novo. E sempre deu certo, eu nunca me arrependi de viver ;)
Alias, acho que não me arrependo de nada do que fiz na vida. Os arrependimentos que trago é dos dias em que eu não vivi, dos dias em que eu sentei e chorei por pessoas que hoje em dia eu nem lembro mais, ou, nem lembram mais de mim.
Mas a saudade é tanta, é enorme, que parece que foi ontem que eu fechei os olhos e hoje eu acordei longe do mundo. Quando na verdade anos se passaram e meus pensamentos não se deram conta disto.
Talvez porque eu ainda me lembre de coisas que não passaram tanto assim, talvez porque eu precise lembrar tudo isso pra achar algo que eu esqueci lá trás. Um pouco de mim que ficou quando eu decidi me estacionar no tempo e apenas seguir em frente de qualquer maneira. Logo eu que nunca aceitei viver de qualquer maneira, deixei que o balanço da vida me guiasse.
É que hoje eu cresci, é que hoje eu tenho medos que eu não tinha antes, é que hoje eu acordei com vontade de voltar pro parque infantil e de andar em todos os brinquedos e gritar bem alto ‘como é bom ser criança e como é bom ter medo de roda gigante’.
Mas acordar fica cada dia mais chato quando se lembra que tudo que passou não volta e tudo que vem pela frente causa medo.
Ah que saudade!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Principe encantado?



Sei que durante boa parte da minha vida, vivi um sonho impossível de se alcançar... Encontrar o Príncipe Encantado!

Sim, eu acreditei que uma hora qualquer eu fosse encontra-lo e seria feliz para sempre com os passarinhos cantando nossa musica no meio da floresta encantada, estilo Disney... 

Enfim, não rolou, e nem vai rolar... porque esse tal príncipe ai, Não existe, ou se existe mesmo, deve ser em um universo bem paralelo ao meu.

Li outro dia um post que descreve exatamente o que eu queria dizer para esse Príncipe do Reino que não existe, e sim achei fantástico porque realmente o "Homem Perfeito" sequer existe.
Pra quem tiver curiosidade o texto foi criado por um homem, que possui um fabuloso blog, http://www.thebrocode.com.br/artigo-166-carta-ao-principe-encantado-5/

Concordo que nem todos os homens prestam, assim como as mulheres, ninguém consegue ser perfeito, não somos maquinas, somos feito de carne e osso, cada um possui seus sonhos, seus desejos, ninguém é obrigado a gostar de TUDO em você, as opiniões podem ser divergentes não tem problema, os gostos podem ser diversamente desproporcionais e que mal há nisso?

Qual o problema de namorar com alguém q seja o seu oposto? Ou com alguém que faça você ver a vida de uma maneira diferente?
Medo de sair da zona de conforto? Sim muitos tem, mas de que adianta desejar algo novo, se você mesmo não é capaz de abrir mão dessa tal estabilidade?
De nada adianta você reclamar que está solteira, que não encontra um cara decente, uma pessoa "Perfeita", se você não se permite experimentar.
Talvez o simples ato de viver... abra novas portas... novos horizontes... novos amores.

Não deixe de lado o seus sonhos... e se for preciso viaje até o tal universo paralelo e encontre seu grande amor. 
Não desista de você, nunca...

Trilha sonora: Dead In the Water - Ellie Goulding

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Sem inspiração...

Faz tempo que não escrevo, mas como estou sem inspiração no momento vou apenas colocar 2 musicas ^^




You and Me!!

What day is it and in what month
This clock never seemed so alive
I can't keep up
And I can't back down
I've been losing so much time

'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all of the people
And I don't know why
I can't keep my eyes off of you

All of the things that I want to say
Just aren't coming out right
I'm tripping in words
You got my head spinning
I don't know where to go from here

'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all of the people
And I don't know why
I can't keep my eyes off of you

There's something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right

'Cause it's you and me and all of the people
With nothing to do
Nothing to lose
And it's you and me and all of the people
And I don't know why
I can't keep my eyes off of...
You and me and all of the people
With nothing to do
Nothing to prove
And it's you and me and all of the people
And I don't know why
I can't keep my eyes off of you

What day is it
And in what month
This clock never seemed so alive 


Everything

Find me here,
And speak to me
I want to feel you
I need to hear you
You are the light
That's leading me to the place
Where I find peace.. again

You are the strength
That keeps me walking
You are the hope
That keeps me trusting
You are the life
To my soul
You are my purpose
You're everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

You calm the storms
And you give me rest
You hold me in your hands
You won't let me fall
You steal my heart
And you take my breath away
Would you take me in
Take me deeper, now

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

'Cause you're all that I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
You're everything, everything
You're all I want
You're all I need
Everything, everything

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better any better than this

And how can I stand here with you
And not be moved by you
Would you tell me how could it be any better than this
Would you tell me how could it be any better than this 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Medos...

E se do medo sou refém, torno-me cativo de mim mesmo, pois que o temor é caminho irmão da felicidade e da dor, partes tão minhas que do íntimo sinto-as conflitantes na harmonia dissidente que lhes cabe. Esse medo trágico de viver, que um dia enfrentei e superei, hoje me chama a vivê-lo novamente, e eu que nada recuso, aceito-o e agradeço, pois que do Medo nasceu o Poder e nesse último minha alma se banhou, para renascer quantas vezes seja necessário até que reste dela somente a luminosidade fria do Amor.
 
E do medo eu tomo parte íntegra, como meu que ele é, e assim o sendo não o cedo a ninguém, cato-o todo para mim e mantenho guardado em meu peito, até que apodreça e torne-se o húmus que fertilizará minha insurreição. Caminho cada passo sem peso e sem pesar, simplesmente com a leveza do terror que gela minhas veias mas mantém alerta aos perigos no caminho. Medo de abandonar, que é menor que o de ser abandonado. Medo que tantas vezes se concretiza verdade, não sei se pelo destino ou se pelo medo mesmo que assoma matéria só para tentar me derrubar. 
 
É pouco, é verdade, e eu sei que jamais poderei superá-lo, o medo de novamente me machucar. Pois há medos que devem ser enfrentados infinitamente, para que a cada enfrentar tornemo-nos mais nós mesmos e menos o que os outros nos disseram para ser. Por isso eu fecho os olhos, conto até dez, e caio de cabeça, mesmo na bacia rasa, para que cada experiência seja original por si só, e cada medo tenha um gosto especial, medo do novo. 
 
E se o medo for de morrer, ah! esse sim dá gosto de viver, morro cada segundo, só para sugá-lo como sorvete que derrete na boca quente. E ele se dissolve em mim, mostrando que a cada morte que morro torno-me mais vivo, e de cada vida mais morte gero. Medo de dizer não, para não parecer sim, por isso digo logo o famigerado "eu aceito" e caio na vida com todo o medo que tenho direito, para às vezes fugir, e às vezes correr, mas nunca, jamais, para do medo perder.