domingo, 23 de fevereiro de 2014

A ultima...

"Abro meus olhos e me vejo amarrada, sinto o fogo queimando meu corpo, mas a dor maior não é física, é no meu coração, é nesse momento que vejo você em meio a multidão, são as lágrimas caindo sob seu rosto que me ferem. 
Mesmo vendo seu sofrimento, algo me dá forças para suportar a dor. 
Consigo em pensamento, retornar a ultima noite em que estive em seus braços, você me fez prometer que eu jamais iria te abandonar, que eu seria sua pela eternidade, que não importasse o que fosse nos acontecer você estaria sempre ligado a mim, de uma maneira ou de outra.
Nesse momento eu tenho a certeza, de que nossas palavras não são vazias, sinto que esse juramento já foi feito em vidas passadas, e que essa seria apenas mais uma promessa de duas almas que se conhecem há Eras.
Me sinto segura, completa, protegida e sei que aonde eu for, você estará comigo. Sei que terei sua companhia pelas próximas Eras e é isso que acalma minha alma. 
Poderia descrever cada vida que estive ao seu lado, uma mais intensa que a outra. Nem todas com finais felizes, mas o importante é a intensidade dos momentos e vidas que vivi ao seu lado.
É por esse sentimento que me entrego a fogueira e ao meu Algoz, sei que minha alma estará salva em seu coração. Me despeço fazendo você se recordar de nossas promessas."

Nessa nova vida, mesmo não sabendo bem o porque, já fizemos novamente esse juramento eterno. E que venha as novas Eras, minha alma já é sua.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sonhos...

Me pego as vezes sorrindo a toa, relembrando cenas ou até mesmo sonhando acordada. Algumas frases, que para uns não tem sentido, ou não fazem a menor diferença, pra mim faz.
Me da uma sensação boa, mas não é uma sensação física, nada que eu possa estender a mão e segurar. É algo interno, intimo... como se não pudesse ser controlado.

Me vejo lutando contra sentimentos que não consigo ao menos controlar. Talvez realmente não tenha motivos para negar o que eu sinto, ou sim, preciso fingir que nada está acontecendo e que está tudo bem como sempre.
Achei por alguma razão que negar seria o melhor a fazer, mas veio a certeza de que estava indo para o caminho errado, não agora não é o momento de esconder aquilo que sinto, já que sei que é verdadeiro.
Se o sentimento é reciproco, não sei... talvez o tempo me diga.
Enquanto essa realidade não aparece diante de meus olhos, me permito sonhar acordada e a sorrir para o nada!


"Não importa se você está perto ou longe, o que eu sinto não vai mudar."

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O Destino dos Filhos de Lir

Os cinco reis da Irlanda reuniram-se um dia para eleger, dentre eles, um grande rei de Erin. Os seus nobres escolheram Dearg, filho de Dagda, por ser o filho mais velho de um druida altamente respeitado. Contudo, o rei Lir deixou a reunião real muito irritado, pois esperara para si próprio, essa alta distinção. 

Os outros reis quiseram cavalgar atrás dele para feri-lo com a espada e com a lança devido à sua traição, mas Dearg deteve-os. De forma a manter a paz, disse: - Faremos dele nosso parente dando-lhe, a saber, que pode escolher para esposa uma das três lindas filhas de Oilell de Aran, meu próprio filho adotivo.
Foram enviados mensageiros para a colina de White Field, onde o rei Lir tinha a sua corte. Este aceitou a oferta e, no dia seguinte, partiu com cinquenta carroças para o lago do Olho Vermelho, perto de Killaloe. O rei Dearg estava lá à sua espera, juntamente com as três filhas de Oille. Toma a donzela que desejares, qualquer que seja, disse Dearg. 

- Não posso decidir qual delas é a mais bonita, responder Lir, e por isso, levarei a mais velha, pois ela é a mais nobre. A donzela Ove é a mais velha das três, e é tua se assim o desejas, disse Dearg.
Lir regressou à colina de White Field, com Ove como sua noiva. Pouco tempo depois nasceram uma filha e um filho gêmeos, Fingula e Aod eram os seus nomes. Mais dois filhos se seguiram, Fiachra e Conn, mas o nascimento deles levou à deplorável morte de Ove. Contudo, Lir amara ternamente a sua mulher e o seu coração não teria resistido se não fosse o igual amor que sentia pelos seus quatro filhos. 

Quando recebeu a notícia, o rei Dearg sentiu muito a dor de Lir, pelo que enviou mensageiros para lhe oferecer a mão de Oifa, irmã de Ove, como segunda esposa. Casaram e viveram felizes durante algum tempo. Porém, Oifa começou a ter ciúmes das crianças, que eram amadas por toda a gente. Assim, Oifa levou-as a passear de carroça, tendo em mente intentos malvados e perversos. 

Fingula resistiu, pois na noite anterior, sonhara coisas terríveis a respeito da sua madrasta; porém o seu destino estava marcado e ela entrou na carroça. Os cinco chegaram ao lago dos carvalhos. - Dar-vos-ei aquilo que mais desejarem neste mundo, gritou Oifa para a gente que ali habitava: - Se matarem os quatro filhos de Lir. Todavia, ninguém quis nada com ela. Então, disse às crianças que fossem nadar no lago, lançando-lhes um encantamento com uma varinha que um druida lhe oferecera certa vez. E enquanto apontava a varinha, cantou as palavras mágicas por sobre as águas e lançou correntes de prata, que se enrolaram nos pescoços das crianças: 

"Nas águas selvagens, real Progênie de Lir!
Para todo o sempre os vossos
Gritos ficarão perdidos entre as aves.
As quatro crianças começaram imediatamente a ficar cobertas de penas macias,
Em breve, se tornaram lindos cisnes da mais pura brancura.
Fingula cantou: - Conhecemos-te por aquilo que és, mulher bruxa!
Tens poderes para nos fazer nadar no lago,
Ainda que possamos descansar em terra quando quisermos;
Nós seremos acariciados, mas tu serás censurada.
Embora nos vejas agora sobre as ondas,
Os nossos espíritos estão a caminho de casa." 

- Retira a maldição que sobre nós lançaste, gritou Fingula. - Nunca! Exclamou Oifa, rindo. Não até que Lairgnen de Connaught case com Deoch de Munster e as mulheres do Sul se unam aos homens do Norte. Durante novecentos anos terão de sulcar os lagos e rios de Erin e ninguém será capaz de retirar o meu encantamento. Uma coisa vos concedo, conservarão a fala do homem e nenhum homem ou animal ouvirá o vosso áspero cantar. Disse isto sem qualquer remorso. Depois de algum tempo, ouviu-se um canto: 

"As nossas saudações ao grupo de cavaleiros
Que se aproxima do lago do Olho Vermelho,
Estes não são homens de encantamento e podem
Procurar tirar-nos das águas.
Então, dirijam-se para a margem, irmãos Aod,
Fiachra e formoso Conn,
Pois estes não são cavaleiros estranhos
Mas nosso pai, o rei Lir, e os seus homens." 

Lir ouviu as maravilhosas vozes humanas dos cisnes e perguntou seus nomes. - "Somos os filhos de Lir", gritaram. A nossa madrasta lançou sobre nós uma cruel maldição, como todos podem ver e esta não pode ser quebrada até ao casamento de Lairgncn e Deoch.
Os cisnes cantaram as suas selvagens e míseras baladas. Lir e os seus acompanhantes choraram e enfureceram-se, até que os cisnes acabaram por voar para longe. Logo a seguir, Lir fez-se a caminho para o palácio de Dearg e contou-lhe a perfìdia da sua segunda mulher. Que criatura, perguntou Dearg a Oífa, gostarias menos de ser neste mundo de figuras e formas?
- Bem, repondeu ela, qualquer pessoa odiaria ser transformada em um demônio do ar.
Então, torna-te num deles, disse Dearg, apontando sua varinha para Oifa. O rosto desta tornou-se imediatamente demoníaco e as asas afiladas levaram-na para o ar, para ali ficar como demônio, até ao fim dos tempos.
Os filhos de Lir entoaram as suas canções de pesar aos clãs que habitavam em redor do lago do Olho Vermelho, até que chegara a altura de partir. Enquanto se mantiveram nas margens do lago, Fingula cantou para a gente de Dearg e de Lir: 

"Faz o bem, Dearg nosso rei,
Tu que dominaste a arte dos druidas!
E faz o bem, nosso pai querido,
Rei Lir da colina de White Field!
Nós vamos partir para viver os nossos últimos dias,
Muito longe das habitações dos homens.
Nadaremos nas mates cheias do Moyle,
Com todas as penas frias e salgadas.
Até esse dia em que Deoch se junte a Lairgnen,
Voemos, meus irmãos, que já tivemos faces coradas;
Do lago do Olho Vermelho partiremos;
Com pesar voaremos para longe dos nossos entes queridos." 

Partiram, voando alto pelo céu, a perder de vista e não descansaram até chegarem a Mooyle, o lençol de água que está entre Erin e Alba. E a gente de Erin ficou tão triste com a partida dos meninos-cisne, que decretaram uma lei que proibia a morte de cisnes.
As crianças encontraram-se, geladas e sozinhas, no meio de uma enorme tempestade. Fingula sugeriu que combinassem um ponto de encontro, para o caso de se perderem na tempestade. - Reunir-nos-emos, disse a seus irmãos, no rochedo das Focas. Ao dizer isto, um relâmpago e um trovão atiraram os filhos de Lir para longe uns dos outros, perdidos na intensa tempestade. Quando finalmente esta amainou, Fingula cantou: 

"Desejei ter morrido nas bravias águas
Pois as minhas asas transformaram-se em gelo.
Meus três irmãos, voltem de novo
E escondam-se uma vez mais debaixo das minhas asas.
Mas eu sei que isto nunca poderá acontecer
Até que os mortos se levantem das suas sepulturas! " 

Pôs-se a caminho do rochedo das focas e apareceram dois dos seus irmãos, Conn e Fiachra, com as penas pesadas pelo sal que o mar tempestuoso atirara sobre elas. Fingula aconchegou-os debaixo das suas asas e disse: - Se, pelo menos, o nosso irmão Aod estivesse aqui conosco, então, estaríamos felizes. Aod chegou com a cabeça e as penas secas e lisas. Fingula cobriu-o com o peito, tendo Conn e Fiachra debaixo de cada uma das asas e cantou: 

"As palavras mágicas de uma mulher malvada
Enviaram-nos para os mares setentrionais,
Transformados pela nossa madrasta somos
Formas mágicas de cisnes.
E agora a nossa banheira é a crista da água
Na espuma salgada do rebentar das ondas
E a única cerveja que bebemos durante a festa
E o trago salgado do profundo mar azul." 

Um belo dia, um grupo de reluzentes cavalos brancos chegou a galope e as crianças-cisne reconheceram os dois filhos de Dearg. O rei, nosso pai, disseram, e evidentemente, o vosso próprio pai Lir, estão vivos e bem, mas não se sentem felizes desde que voastes do lago do Olho Vermelho. Fingula cantou então os seus destinos:
"Esta noite há carne e bebida na corte,
Na corte de Lir há alegria.
Mas o que foi que aconteceu aos filhos de Lir?
As nossas camas são as nossas penas,
A nossa comida é a areia branca,
O nosso vinho é o profundo mar azul.
Debaixo das minhas penas descansam Fiachra e Conn,
Sob as minhas asas nadam no Moyle,
E debaixo do meu peito descansa o querido Aod.
Juntos descansamos na nossa cama de penas." 

Os filhos de Dearg regressaram, contaram o que tinham visto e falaram da linda canção que tinham ouvido. As correntes do Moyle levaram os filhos de Lir para a baía de Erris, onde permaneceram até ao dia fadado em que tiveram de regressar à colina de White Field. Encontraram tudo num estado de desolação; só havia urtigas onde, outrora, se erguiam as altas paredes das casas. Por três vezes gritaram a sua dor. E Fingula cantou:
"Que triste é para eu ver
As casas em ruínas de meu pai.
Houve aqui outrora cães de guarda e cães de caça,
Aqui as mulheres riam com os galantes cavaleiros,
Aqui se ouviu outrora o entrechocar dos copos
De chifre ou madeira nas festas felizes,
Agora, tudo o que vejo é desolação
Desde que há muito meu pai morreu e partiu.
E nós, seus filhos, vagueamos durante anos,
E sentimos a cruel rajada dos ventos gélidos;
Mas chegou agora o mais cruel de todos os golpes,
Regressar finalmente a uma casa vazia." 

Em seguida, os cisnes voaram para as encantadoras ilhas do Oeste. Por essa altura, a profecia da canção de Fingula tornou-se verdadeira. Deoch, a princesa de Munster, prometeu casar com Lairgnen, príncipe de Connaught. Todavia, Deoch não casaria até que o seu príncipe lhe trouxesse os maravilhosos cisnes.
Eairgnen encontrou-os a nadar alegremente no lago das aves; remou até eles e retirou as correntes de prata. Num instante, tornaram-se novamente humanos, mas os rapazes tinham crescido e eram agora homens velhos e a jovem Fingula uma velha magra encurvada. Morreram uma hora depois e foram deixados a descansar como tinham estado em vida. Fiachra e Conn, um de cada lado de Fingula e Aod debaixo do seu peito.


Canção de Ninar de Mordred

Te lembra algo Lucca??

"Aquieta-se, criança, a escuridão irá surgir
E adormecer-te...

Filho inocente, formarei sua crença
E você sempre saberá que seu pai é um ladrão
E você não entenderá a razão de sua tristeza
Mas você sempre seguirá as vozes dentro de você

Lealdade, lealdade, lealdade, lealdade
Lealdade, lealdade, lealdade apenas a mim

Filho inocente, seu espírito irá odiá-la
A flor que se casou com meu irmão, o traidor
E você irá mostrar que ele age como uma marionete
Pois você é a prova de como ele a traiu
A lealdade...

Filho inocente, a cada dia você fica mais velho
A cada momento estou vendo minha vingança se desenvolver
Pois o filho de meu corpo, carne de minha alma
Irá morrer pegando de volta o direito de nascença que lhe foi roubado."

One Life - Uma Vida

Você fica acordado enquanto o mundo está dormindo
Você cometeu erros e está afundando
Mas agora é a hora

Alarme dispara, mas você se sente muito fraco
Sua alma é muito pesado para os seus pés
Mas agora é a hora

Abra seus olhos
E sei que você é livre para vir vivo
Você tem que viver enquanto pode
Nós só temos uma vida
Olhe para o céu
Nunca deixe passar por você
Você tem que viver enquanto pode
Nós só temos uma vida, uma vida

Você perdeu a sua fé e a sua vida é amaldiçoado
Você chorou tanto dentro dói
Mas agora é a hora
Lá fora o sol está chegando
Dentro você acha que desisti
Mas agora é a hora

Abra seus olhos
E sei que você é livre para vir vivo
Você tem que viver enquanto pode
Nós só temos uma vida
Olhe para o céu
Nunca deixe passar por você
Você tem que viver enquanto pode
Nós só temos uma vida, uma vida

É hora de se levantar e lutar
É hora de fazer a coisa certa
Nós só temos uma vida, uma vida, uma vida

E quando ela se sente como uma mentira
Eu vou ser o seu motivo para tentar
Nós só temos uma vida
Uma vida

Alma de Mulher

Nada mais contraditório do que ser mulher...
Mulher que pensa com o coração,
age pela emoção e vence pelo amor.
Que vive milhões de emoções num só dia
e transmite cada uma delas, num único olhar.
Que cobra de si a perfeição
e vive arrumando desculpas
para os erros daqueles a quem ama.
Que hospeda no ventre outras almas,
dá a luz e depois fica cega,
diante da beleza dos filhos que gerou.
Que dá as asas, ensina a voar
mas não quer ver partir os pássaros,
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que se enfeita toda e perfuma o leito,
ainda que seu amor
nem perceba mais tais detalhes.
Que como uma feiticeira
transforma em luz e sorriso
as dores que sente na alma,
só pra ninguém notar.
E ainda tem que ser forte,
pra dar os ombros
para quem neles precise chorar.
Feliz do homem que por um dia
souber entender a Alma da Mulher!

A Fuga Mágica - Cerridwen e Gwyon

A fuga mágica é o episódio favorito do conto folclórico, no qual é desenvolvido o tema da mudança de forma. A criança abandonada aos caprichos do destino, será um dia Taliesin, o maior e mais sábio druida que já se ouviu falar!

"Se o herói obtiver, em seu triunfo, a bênção de uma Deusa ou um Deus e for explicitamente encarregado de retornar ao mundo com algum elixir destinado à restauração da sociedade, o estágio final de sua aventura será apoiado por todos os poderes do seu patrono sobrenatural. Por outro lado, se o troféu tiver sido obtido com a oposição do seu guardião, ou se o desejo do herói no sentido de retornar para o mundo não tiver agradado aos deuses, o último estágio do ciclo mitológico será uma viva, e com frequência cômica, perseguição. Essa fuga pode ser complicada por prodígios de obstrução e evasão mágicas.

Os galeses falam, por exemplo, de um herói, Gwyon Bach, que foi parar na terra sob as Ondas. Em termos específicos, ele se achava no fundo do lago Bala, em Merionethshire, na parte norte do País de Gales. E no fundo desse lago vivia um antigo gigante, Tegid, o Calvo, e sua esposa, Caridwen ou Cerridwen. Esta última, num dos aspectos que assumia, era a padroeira da semente e das lavouras férteis e, noutro, deusa da poesia e das letras. Era proprietária de um imenso caldeirão e desejava preparar nele uma poção de ciência e inspiração. Ela produziu uma mistura negra que pôs no fogo para fermentar durante um ano, ao final do qual três gotas abençoadas da graça da inspiração poderiam ser obtidas.

E ela pôs nosso herói, Gwyon Bach, a mexer o caldeirão, e um cego chamado Morda para manter o fogo aceso por baixo dele, e ela os encarregou de não deixar a fervura cessar pelo espaço de um ano e um dia. E ela mesma, colhia diariamente todas as ervas encantadas. Um dia, perto do final do período de um ano, enquanto Caridwen estava escolhendo plantas e fazendo encantamentos, eis que três gotas do líquido encantado saíram do caldeirão, caindo no dedo de Gwyon Bach. Como as gotas fossem muito quentes, ele pôs o pé na boca e, no momento em que pôs aquelas gotas prodigiosas na boca, previu tudo o que estava por ocorrer e percebeu que seu principal cuidado deveria ser guardar-se contra os desejos de Caridwen, pois vasta era a habilidade desta. E ele, tomado de grande temor, dirigiu-se para a sua própria terra. E o caldeirão partiu-se em dois, pois todo o líquido nele contido, exceto as três gotas encantadas, era venenoso, de modo que os cavalos de Gwyddno Garanhir foram envenenados pela água da corrente para onde o líquido do caldeirão fluiu e a confluência dessa corrente passou a chamar-se: o Veneno dos Cavalos de Gwyddno, a partir de então.

Eis que retorna Caridwen e vê todo o trabalho do ano inteiro perdido. E ela tomou de uma acha de lenha e bateu na cabeça do cego até que um de seus olhos lhe saltou do rosto. E ele disse: "Erradamente, tu me desfiguraste, pois sou inocente. Tua perda não foi causada por mim". Dizes a verdade, disse Caridwen. "Foi Gwyon Bach."- murmurou o velho.

E ela se pôs atrás deste, correndo. E ele a viu e transformou-se numa lebre e fugiu. Mas ela se transformou em galgo (cão) e o perseguiu. Ele correu para um rio e tornou-se peixe. E ela, sob a forma de lontra fêmea, o perseguiu sob a água, até que ele se viu forçado a transformar-se num pássaro. Ela, como águia, o seguiu e não lhe deu descanso no ar. E quando estava prestes a alcançá-lo, e ele temia pela própria vida, eis que ele avistou um monte de trigo peneirado no solo de um celeiro e mergulhou no trigo, transformando-se num dos grãos. E ela se transformou numa encrespada galinha negra, ciscou no trigo, encontrou-o e o engoliu. E, diz a história, ela o levou consigo durante nove meses e, quando ele saiu, ela não conseguiu encontrar coragem para matá-lo, tal a sua beleza. Assim, ela o envolveu numa bolsa de couro e o colocou no mar, entregando-o à misericórdia divina, no vigésimo nono dia de abril."

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O Chamado de Avalon

A Ilha Sagrada de Avalon é linda e serena, mas somente para aqueles que preservam a sinceridade no coração. Além das brumas, a madrugada esmorece para dar lugar ao nascer do Sol e finalmente, a inspiração dos Deuses emerge através do tempo.
Invoco, com um suave canto, a fonte sagrada e sinto o seu frescor próximo a minha face. 
Avalon sempre existiu... Uma terra de amor e beleza, onde viver era simples como respirar. As pessoas corriam livres pelos campos e de nada se arrependiam, pois não havia motivos para ser aquilo que não se era.
Poucos ainda se lembram dos campos floridos e das flores que vibravam em outras tonalidades. Tudo era diferente. Muitos buscam novamente Avalon, mas este tempo não existe mais. A inocência era virtude e a verdade, qualidade.
As brumas se elevam e nos trazem recordações de um tempo distante... Nossos ritos eram sagrados, porque assim nos foi ensinado. Lá, não havia tradições nem contradições, só havia o amor. Simples como acordar e olhar o céu, sereno como contemplar o brilho das estrelas e como reverenciar o Sol e a Lua.
A Lua, sim, ela era mais límpida, como os nossos corações. Muitos estão aqui hoje, mas poucos se lembram, apenas sentem saudades do lugar.
Avalon se foi apenas por ser bela, ninguém entende. Virtudes hoje são defeitos. Mas onde está o caminho que nos leva de volta? Não sei, mas ainda está lá! 
O véu da maldade encobriu tudo e as ervas daninhas cercaram todo o caminho em volta. Por que o desespero? Você escolheu viver em um mundo que não era seu.
Mas Avalon ainda existe... Linda e serena.
Sinceridade é a verdade que não se esconde e nem se encobre. Você sabe porque já sentiu, mas mentiu e renegou suas origens, como muitos que escolheram o mundo das ilusões.
Avalon se foi, triste por mais um filho que perdeu. Como se enganam os que não acreditam. Não é apenas uma lenda, é um fato!
Alguns já sabem e estão voltando. Dura realidade, o coração não entende, se ilude, ama, mas não vai realmente atrás daquilo que se quer. Tudo em nome do ter antes de ser. Mas a vida empurra e a alma finalmente se liberta.
Voltei somente para avisar, mas não havia ninguém. Muito foi falado, poucos ouviram, alguns ainda entenderam, mas os verdadeiros filhos se foram. Não resta mais nada a fazer!
Chamo a barca que nos levará de volta, além das brumas do tempo e do espaço, pois não consigo mais distinguir seus corações. 
Seus ritos são apenas de morte, não existe mais renovação, somente o ego que se fortaleceu.
Avalon está lá, eu sei, mas não para aqueles que buscam o conto de fadas. Ao acordar, todos irão sentir que algo se foi. Sim, eu digo a vocês, se foi a inocência de ser simples e natural.
Restou apenas a nuvem pesada dos pensamentos maculados e das atitudes mal pensadas.
Os bardos chegaram e não me resta mais nada a dizer, levo apenas aqueles que entendem que a beleza é infinita. Fiquem no seu ambiente que não é real.
- "Venha, aqui não é o seu lugar, transpasse as brumas e esqueça este mundo que não lhe pertence. Amanhã você não mais se lembrará."
Avalon se foi para nunca mais voltar e apenas retornará se o canto novamente souber invocar. Assim falou Morgana, através da sagrada inspiração... Awen!



Sagrada Sincronia
 
Em uma longa estrada
A vida percorre caminhos
Muda o rumo da jornada
Um sussurro leve e tristonho
Vozes que se perdem pela brisa
Muitas almas, duas vidas e um sonho...
Um mundo que começa a girar
Sem nenhuma razão para ficar
Doce melodia que não ousa calar
Ouça agora a voz do coração,
Além da misteriosa ilha de Avalon,
Perfeita harmonia repleta de emoção
Fluindo através da magia,
Presente na fina névoa de prata
Que brilha nessa mais bela sincronia!

Nó Celta

 
 
 
Conhecido também como nó do amor, nó infinito, o símbolo representa o entrelaçamento entre todos os seres e mostra como os seres humanos estão ligados por sentimentos amorosos.

 Está relacionado ao coração do Buda e ao seu imenso amor pela humanidade. Representa a interdependência de todas as coisas, atitudes e resultados.

Ele também é usado como amuleto de proteção pendurado no pescoço, ou sobre a porta de entrada das casas.

Em alguns rituais ele é utilizado para invocar a Grande Deusa. Os celtas acreditam que se o nó for colocado abaixo do que deseja ele absorverá tal coisa para sua vida. 

Ele estará eternamente na magia de luz e aos mestres da sabedoria divina. O símbolo serve para quem quer estar na senda da luz e da sabedoria.

Simbologia da árvore celta

 

As árvores, os bosques, a natureza foram os símbolos da vida e da proteção na astrologia celta, dos monges da Grã Bretanha, Irlanda e Gália, e ao redor disto foi desenvolvida a sua cultura.

 Os sacerdotes druidas, inspirados na magia das árvores dos bosques, interligaram as pessoas aos espíritos protetores das árvores e as fases da lua. 

Não era baseado na passagem da lua pelos signos, mas na característica de cada fase lunar que estava mais forte naquela árvore específica.

 Do mesmo modo que deram um significado a cada fase da lua, deram um novo significado também a cada árvore e o atribuíram a cada lua segundo suas propriedades mágicas. 

Dentro da tradição espiritual e mística celta, os bosques funcionavam como verdadeiras catedrais e templos naturais nos que realizavam suas festas, rituais e cerimônias. 

Eles reconheciam o poder dos Deuses em cada árvore e assim o consagravam a Ele. No Séc. V quando São Patrício foi a Grã Bretanha com a intenção de cristianizar a região, mandou derrubar as árvores porque sabia do reconhecimento delas como lugar de meditação e espiritualidade.

Os Celtas viam na árvore, não só a essências da vida, e sim um recurso para prever o futuro.
Curiosamente, este meio tão primitivo era considerado pelos druidas o mais eficaz na hora de estabelecer um prognóstico sobre o destino que espera qualquer ser humano.

Ao observar todo conjunto da árvore, desde suas raízes que se fundiam com a terra até a copa mais ou menos frondosa, o que aconselhavam era manter a vista elevada, permanecer bem apoiado ao solo e ter em conta que a natureza é tão inteligente que no tempo de caída das folhas se segue o da neve, as quais proporcionam a aparição dos melhores brotos.

 Chega então a época da fertilidade e do renascimento da vida.
Desde o principio dos tempos, a árvore manteve uma relação com o ser humano celta, proporcionou o primeiro lar, lenha, sombra e alojamento para as aves que podiam transformá-las em caça para alimentar a tribo.


No entanto, os druidas consideravam que a relação podia ser mais íntima, tinham em mente que cada homem ou mulher levava em seu interior uma árvore, pela qual alimentava o desejo de crescer da melhor maneira.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na realidade a árvore supria seu protetor de todo o material e espírito dos seres humanos celtas.
A árvore articulava toda a ideia dos cosmos ao viver em uma contínua regeneração.

Ademais nela os druidas contemplavam o símbolo da verticalidade, da vida em completa evolução, em uma ascensão permanente até o céu.

Por outra parte, a árvore permitia estabelecer uma comunicação entre os três níveis dos cosmos: o subterrâneo, por suas raízes que não deixavam de sugar nas profundidades para saciar a contínua necessidade de encontrar água; as alturas, através da copa e dos ramos superiores, sempre reunidos na totalidade dos elementos, a água que flui em seu interior, a terra que se integra em seu corpo pelas raízes, o ar que alimenta as folhas e o fogo que surge de sua fricção.

Os celtas conseguiam o fogo friccionando habilmente uns ramos, entre as quais haviam introduzido erva seca ou palha.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O Guardião e sua Sacerdote



A Lenda do Guardião e da Sacerdote, pra mim, é o conto mais lindo que já li. 

"Diz a lenda que cada Sacerdote possui seu Guardião eterno, este tem o papel de zelar pela segurança nos ritus. 
Em uma noite onde o Mabon (Equinócio de Outono) foi realizado, Bres o Guardião conhece sua protegida Brighid, ao se olharem pela primeira vez, Brighid teve a sensação de conhecer Bres de outras vidas. Com o passar dos anos, ambos sentem que um pertence ao outro, como se fossem destinados a estarem juntos, um protegendo o outro, um amando o outro. Eles sabem que a conexão deles vai além da pele, seus pensamentos e suas almas já estão unidos. 
Em um ritual de Beltane, Brighid sente a presença de Morrigan, Deusa da Morte e Renascimento, o medo toma conta de sua mente, ela percebe que Morrigan não tira os olhos de seu amado, e entende que em breve Bres não estará mais em seus braços. 
Ao final do ritus, Brighid vai ao encontro de Morrigan, e pede que não leve Bres ao reino dos mortos, Morrigan pede algo de mesmo valor em troca, sem questionar Brighid pede que Morigan a leve no lugar dele. Acordos feitos, não podem ser quebrados. Morrigan aceita e na manhã seguinte, antes de Bres acordar, leva a alma de Brighid.
Brighid morre nos braços de quem sempre a amou e a protegeu. Bres acorda com uma sensação de que perdeu algo, quando vê sua amada em seus braços, ele a abraça pedindo aos Deuses que não levem sua protegida desta forma, suas preces são ouvidas, porém nada pode ser feito. 
Deus Belenos e sua esposa Danu, fazem o ritus de passagem de Brighid, Bres pede a permissão de enterrar sua amada no mesmo bosque que a conheceu. Após isso, os dias e noite de Bres, se resumem em andar pelo bosque e proteger o túmulo de Brighid, com a esperança de ver sua amada pela ultima vez. 
Brighid ao ver seu Guardião em sofrimento, pede a Morrigan uma única noite com seu amado, a Deusa da Morte concede este pedido.
Bres está ajoelhado em frente ao túmulo, quando sente a presença de sua amada, Brighid se ajoelha à frente dele, e diz que possui apenas aquela noite para conforta-lo. Bres não parece se importar, o desejo de tê-la em seus braços uma ultima vez enfim foi concedido. 
Eles se amam ali mesmo, e a chuva cai sobre seus corpos como se os Deuses fossem a favor desse ultimo encontro. Brighid adormece nos braços de seu Guardião, ambos se sentem completos e abençoados pela dádiva concedida.
Nos primeiros raios de sol, Morrigan aparece para levar Brighid de volta ao reino, mas é em vão. Pela primeira vez Morrigan vê duas almas tão unidas e percebe que o amor dos dois é eterno, ultrapassa vidas, nada e nem ninguém seria capaz de afastar os dois novamente.
Morrigan sente essa ligação, e abençoa os dois com a vida eterna.
Brighid se torna tempos depois a Deusa dos Bardos "Luminosa, Poderosa e Brilhante". Brighid, a Senhora da Inspiração, Deusa do fogo, da cura, do lar, da fertilidade, da poesia e da arte. Dá a luz a seu único filho Ruadan, que segue os passos de seu Pai, e se torna Guardião da Deusa Aine protetora das florestas sombrias."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Destino... Vida... Fé!

Não acredito que as pessoas entrem em nossas vidas a toa, ao longo de nosso caminho, algumas aparecem e depois se despedem, outras no entanto chegam, conquistam seu lugar e te fazem entender que tudo tem um tempo certo.

As vezes essas pessoas aparecem, não da forma como você gostaria, mas da maneira que deve ser, e é isso que faz a diferença. Quando olho ao meu redor e percebo quem são as pessoas que permanecem em minha vida, tudo acaba se encaixando e o significado disso se torna real, cada um tem o seu papel e sua importância, o que me faz perceber que tbm tenho esse mesmo sentido na vida do outro (Ou pelo menos eu gosto de pensar assim).

Hoje recebi conselhos de uma pessoa que eu amo e quero manter ao meu lado até o fim: 
  • "Se importe com os seus... O restante é contratempo!"
  • "Os seus amigos e família preserve!"
  • "Quem quiser vc...Vai ter que aprender a te aceitar como vc é... sem tirar nem por...caso contrário... não quer vc..e sim uma concepção pessoal apenas dele.. "
  • "Seja inesquecível... pro bem ou pro mau" 
  • "Uma pessoa que te usa como acessório não deve ser colocada como principal..."
  • "Seja sempre vc mesma... pq falar a verdade é natural... criar histórias da mto trabalho...pq a cada nova história ou mentirinha ...vc tem que fortalecer base... A verdade em si... doí... mas salva."
Sábias palavras, é por essas e por outras, eu agradeço que essa pessoa tenha escolhido permanecer na minha vida e fazer parte da minha história. 
A vida não é um conto de fadas, ela é simples e direta, somos nós que adoramos a ideia de florear uma situação e acreditar naquilo que é mais bonito. As regras que a vida estipula são fáceis de serem seguidas:
  1. Se você nunca for atrás daquilo que quer, nunca terá!
  2. Se você nunca perguntar, a resposta sempre será não!
  3. Se você não der um passo à frente, jamais sairá do lugar!
Vamos seguindo o caminho que foi colocado à nossa frente, e quem sabe assim, alguns desejos podem se tornar realidade, mas no momento que eles permaneçam nos sonhos.
Be Brave Always
Ouvindo: Ellie Gouding - How Long Will I Love You.

A Roda do Ano


Em nossas práticas druídicas, o grupo Caer Siddi, segue a Roda do Sul, celebramos os equinócios, solstícios e os quatro grandes festivais celtas: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh. Mas nada impede que se siga a Roda do Norte ou mesmo a Roda Mista, cada um sentirá o que melhor funciona para si.
As Celebrações Anuais da Roda têm como objetivo principal honrar os Deuses, os espíritos da natureza e os antepassados. Além de nos sintonizar à energia do local, à ancestralidade celta e às mudanças das estações. Normalmente, durante os festivais, agradecemos e pedimos aos Deuses - que comandam tais mudanças - proteção, saúde, prosperidade, fertilidade, inspiração e paz.
O Ano Celta era dividido em duas metades: uma metade clara e a outra escura, que eram associadas ao verão e ao inverno e classificadas no Paganismo Celta, como: 

- Festivais Agrícolas ou do Fogo: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh.
- Festivais Solares: Solstício de Inverno e Verão, Equinócio de Primavera e Outono.

Apesar de não haver nenhuma evidência concreta de que os celtas comemorassem os Festivais Solares, apenas os Festivais Agrícolas ou os Grandes Festivais Celtas do Fogo, há relatos de cerimônias galesas que possuem fortes características sazonais associadas à terra, conforme nos diz J.A. MacCulloch, no livro "A Religião dos Antigos Celtas", que descreve detalhes sobre os Solstícios e os Equinócios.
Por outro lado, alguns indícios históricos confirmam que os celtas observavam os eventos sazonais, como por exemplo, o solstício de verão que era celebrado em certas regiões da Irlanda e da Gália, geralmente, voltados aos Deuses: Áine, Manannán e Epona.
Enfim, as celebrações anuais possuem simbolismos mitológicos que despertam, harmonizam e unificam nossa energia com as estações do ano e os grandes festivais celtas do fogo, fazendo assim, uma analogia ao caminho percorrido pela Terra em torno do Sol, aprofundando a nossa percepção sobre os ciclos da vida, da morte e do renascimento.
Samhain representa o começo da metade escura do ano, em contrapartida a Beltane, que representa o começo da metade clara, entre eles há os portais dos solstícios e dos equinócios. Os festivais que celebramos atualmente, na visão druídica moderna, são: 
Festival de Samhain:
Festival Agrícola/Fogo
O Ano Novo Celta
30 de Abril
Solstício de Inverno:
Festival Solar
Alban Arthan - Luz do Inverno
21 de Junho
Festival de Imbolc:
Festival Agrícola/Fogo
A Festa de Brighid
1° de Agosto
Equinócio de Primavera:
Festival Solar
Alban Eilir - Luz da Terra
21 de Setembro
Festival de Beltane:
Festival Agrícola/Fogo
Os Fogos Brilhantes
31 de Outubro
Solstício de Verão:
Festival Solar
Alban Hefin - Luz do Verão
21 de Dezembro
Festival de Lughnasadh:
Festival Agrícola/Fogo
A Festa da Colheita
1° de Fevereiro
Equinócio de Outono:
Festival Solar
Alban Elfed - Luz de Outono
21 de Março

E aqueles que preferirem seguir a Roda do Hemisfério Norte poderão celebrar os festivais celtas em suas datas originais, além de notar, com mais precisão, a correspondência pagã com as festividades cristãs do calendário gregoriano, por exemplo, o Solstício de Inverno e o Natal, o Equinócio de Primavera e a Páscoa, e assim por diante.
Ao seguir as mansões da Lua na dança cósmica do Universo e realinhando nosso eixo energético aos ciclos do Ano, percebermos nitidamente todas as mudanças e as transformações da natureza dentro nós.
A Roda gira sem parar nas suas infinitas jornadas, completando finalmente o ciclo natural da grande espiral. Na linha do tempo não existem tradições e nem contradições, existe apenas a tradição ancestral do princípio maior da criação.
Vivencie seus rituais e celebre todas as fases da roda... Que a generosidade da Natureza, as bênçãos dos Deuses e o Caminho dos Sábios os inspire! Awen /|\

Geronimo!

O amor te faz voar.Acordo pela manhã, com o som da brisa me beijando, já imagino você me amando. Alguém me disse uma vez, que o amor simplesmente acontece e agora acredito que seja. Sua leve mão desliza sobre meu cabelo, olhos nos olhos, boca na boca, sinto teu suspiro tão de perto que chego a pensar que sou eu. A sensação de permanecer ao seu lado é tão mágica, porém, ao mesmo tempo, tão perigosa. A sensação é como estar no topo de um prédio, em sua beirada, vendo a cidade inteira de lá. Os braços abertos, como se estivesse esperando algo, preparado para tudo, algo acerta em cheio, no coração, queimando por dentro, me fazendo cair, era isso que eu estava esperando. Lentamente começo a cair, minha vida passa diante de meus olhos, logo percebo que nada mais faz sentido, só aquele momento é importante agora. Sentindo um frio no estomago, ele me faz fechar os olhos, o vento a passar por meu corpo que formiga por completo com essa mistura de calor e frio, liberdade e morte... É uma sensação única. Sentindo uma imensa vontade de gritar, mas não conseguindo, lentamente abro a boca, já seca, tomando todo ar que suporto em meus pulmões, para o suspiro final. Apenas alguns metros do chão o medo começa a tomar conta de meu corpo, quando um par de asas em minhas costas surgem, abrindo-se, me fazendo voar, cada vez mais alto, passando por entre as nuvens e sumindo no espaço, tornando-se uma linda estrela no céu. Essa sensação é única, inesquecível, mas para poder senti-la de verdade, é preciso se jogar, de corpo e alma, mesmo arriscando tudo...
O amor te faz voar!

Paciencia.... uma arte que eu não possuo

Paciência tem limite.

Se você sabe que não aguenta entrar em uma briga, não comece uma.

Será pior, ninguém é obrigado a ouvir merda.

Cada um tem suas paranoias, e outras pessoas não são obrigadas a entende-las.

Não tente manipular as pessoas com isso.

Odeio pessoas que se fazem de coitadas, meu pavio é curto de mais, e a cada dia que passa, ele vem diminuindo.

Se eu digo não, significa não e ponto final, não me venha com cobranças idiotas e hipócritas, que não serve para absolutamente nada.

As pessoas tem a ridícula mania de tentar consertar o que foi quebrado, não adianta.

Não diga coisas pesadas se não quer ouvir a verdade, a verdade machuca, mas há casos em que ela precisa ser dita.

Não seja egoísta ao ponto de achar que só você tem o direito de falar, jamais use as pessoas.

As pessoas não tem o direito de interferir, cuide da sua vida, e seja feliz.

Escolhas...

A todo o instante fazemos escolhas...
Tendo certeza do que realmente escolhe ou não!!
Essa é a graça... as vezes fazemos escolhas que só vamos perceber ao longo do tempo,
E quando nos damos conta, não temos mais como voltar.
O mundo é feito de escolhas, certas ou erradas, quem será capaz de julga-las?
Se naquele exato momento aquilo lhe pareceu correto?
Quem será capaz de lhe julgar, se fizeste a escolha de coração?
O que fazer, se tivesse deixado essa bela oportunidade passar?
E se apos te-la deixado passar, sua vida perdesse o sentido?
Quem seria o culpado?
Entaum faça suas escolhas de coração aberto.
Assim não terá erro...
E é assim que vc acha a FELICIDADE!!!