quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Roda do Ano


Em nossas práticas druídicas, o grupo Caer Siddi, segue a Roda do Sul, celebramos os equinócios, solstícios e os quatro grandes festivais celtas: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh. Mas nada impede que se siga a Roda do Norte ou mesmo a Roda Mista, cada um sentirá o que melhor funciona para si.
As Celebrações Anuais da Roda têm como objetivo principal honrar os Deuses, os espíritos da natureza e os antepassados. Além de nos sintonizar à energia do local, à ancestralidade celta e às mudanças das estações. Normalmente, durante os festivais, agradecemos e pedimos aos Deuses - que comandam tais mudanças - proteção, saúde, prosperidade, fertilidade, inspiração e paz.
O Ano Celta era dividido em duas metades: uma metade clara e a outra escura, que eram associadas ao verão e ao inverno e classificadas no Paganismo Celta, como: 

- Festivais Agrícolas ou do Fogo: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh.
- Festivais Solares: Solstício de Inverno e Verão, Equinócio de Primavera e Outono.

Apesar de não haver nenhuma evidência concreta de que os celtas comemorassem os Festivais Solares, apenas os Festivais Agrícolas ou os Grandes Festivais Celtas do Fogo, há relatos de cerimônias galesas que possuem fortes características sazonais associadas à terra, conforme nos diz J.A. MacCulloch, no livro "A Religião dos Antigos Celtas", que descreve detalhes sobre os Solstícios e os Equinócios.
Por outro lado, alguns indícios históricos confirmam que os celtas observavam os eventos sazonais, como por exemplo, o solstício de verão que era celebrado em certas regiões da Irlanda e da Gália, geralmente, voltados aos Deuses: Áine, Manannán e Epona.
Enfim, as celebrações anuais possuem simbolismos mitológicos que despertam, harmonizam e unificam nossa energia com as estações do ano e os grandes festivais celtas do fogo, fazendo assim, uma analogia ao caminho percorrido pela Terra em torno do Sol, aprofundando a nossa percepção sobre os ciclos da vida, da morte e do renascimento.
Samhain representa o começo da metade escura do ano, em contrapartida a Beltane, que representa o começo da metade clara, entre eles há os portais dos solstícios e dos equinócios. Os festivais que celebramos atualmente, na visão druídica moderna, são: 
Festival de Samhain:
Festival Agrícola/Fogo
O Ano Novo Celta
30 de Abril
Solstício de Inverno:
Festival Solar
Alban Arthan - Luz do Inverno
21 de Junho
Festival de Imbolc:
Festival Agrícola/Fogo
A Festa de Brighid
1° de Agosto
Equinócio de Primavera:
Festival Solar
Alban Eilir - Luz da Terra
21 de Setembro
Festival de Beltane:
Festival Agrícola/Fogo
Os Fogos Brilhantes
31 de Outubro
Solstício de Verão:
Festival Solar
Alban Hefin - Luz do Verão
21 de Dezembro
Festival de Lughnasadh:
Festival Agrícola/Fogo
A Festa da Colheita
1° de Fevereiro
Equinócio de Outono:
Festival Solar
Alban Elfed - Luz de Outono
21 de Março

E aqueles que preferirem seguir a Roda do Hemisfério Norte poderão celebrar os festivais celtas em suas datas originais, além de notar, com mais precisão, a correspondência pagã com as festividades cristãs do calendário gregoriano, por exemplo, o Solstício de Inverno e o Natal, o Equinócio de Primavera e a Páscoa, e assim por diante.
Ao seguir as mansões da Lua na dança cósmica do Universo e realinhando nosso eixo energético aos ciclos do Ano, percebermos nitidamente todas as mudanças e as transformações da natureza dentro nós.
A Roda gira sem parar nas suas infinitas jornadas, completando finalmente o ciclo natural da grande espiral. Na linha do tempo não existem tradições e nem contradições, existe apenas a tradição ancestral do princípio maior da criação.
Vivencie seus rituais e celebre todas as fases da roda... Que a generosidade da Natureza, as bênçãos dos Deuses e o Caminho dos Sábios os inspire! Awen /|\

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